Características pragmáticas da fala dirigida a crianças em contextos interativos de díades mãe-bebê de cinco e vinte meses.

Luciana Fontes Pessôa, Maria Lucia Seidl de Moura

Resumo


Assumindo a perspectiva sociopragmática, as interações lingüísticas mãe-bebê podem ser consideradas como uma das bases fundamentais do desenvolvimento da linguagem. Este estudo analisou uma característica pragmática da fala materna dirigida a seus filhos. Foi empregado o modelo de Roman Jakobson, em que são distinguidas as seguintes funções da fala: referencial, fática, emotiva e conativa. Foram transcritas e analisadas as falas de 45 mães, em dois momentos do desenvolvimento do bebê, um pré-lingüístico e um lingüístico (5 e 20 meses). Foram analisados também os aspectos afetivos e cognitivos dessa fala. Os resultados indicaram um aumento significativo de emissões maternas aos 20 meses do bebê. Houve uma predominância da função fática em ambas as faixas etárias. Aos 5 meses foram observados mais aspectos afetivos do que cognitivos e aos 20 meses os aspectos cognitivos prevaleceram. Os resultados observados mostram que a comunicação com o bebê é valorizada pelas mães e se transforma na medida em que o bebê se desenvolve. O estudo traz uma contribuição para a literatura relativa à fala materna no desenvolvimento inicial, com dados do contexto brasileiro.

Palavras-chave


fala materna, díade mãe-bebê, desenvolvimento lingüístico.

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