ARTIGOS

 

Interações interpessoais e estresse entre policiais militares: um estudo correlacionali

 

Gleiber Couto I

Luc VandenbergheII

Emerson de Araujo Garro BritoIII



Interações interpessoais e estresse entre policiais militares: um estudo correlacional

Resumo

Relações interpessoais são interações entre o self e as pessoas que fazem parte do círculo social ao qual o indivíduo pertence. Determinados tipos de interação interpessoal são fontes de estresse. Os objetivos deste estudo foram verificar como as interações interpessoais se relacionam com o estresse e investigar uma evidência de validade para o Checklist de Relações Interpessoais-II (CLOIT-II). Participaram 327 alunos dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar de um Estado brasileiro com idades entre 18 e 49 anos (M=32 e DP=8). Os sujeitos responderam ao Inventário de Sintomas de Stress de Lipp e ao CLOIT-II. Os resultados apontaram correlações positivas significativas entre estresse e posições interpessoais baseadas em hostilidade e ausência de correlação com posições interpessoais amigáveis. Do ponto de vista teórico, esses resultados evidenciam validade para o CLOIT-II. Do ponto de vista prático, eles sugerem medidas para atenção institucional profilática.

Palavras-chave: Validade; Estresse Psicológico; Relações Interpessoais; Polícia; Atividades Militares.


Interpersonal transactions and stress among military policeofficers: a correlational study

Abstract

Interpersonal relations are interactions between the self and people who are part of the individual’s social circle. Certain types of interpersonal transactions are sources of stress. The goal of this study is to verify how interpersonal patterns are related to stress among military police personnel, and to verify evidence for the meaningfulness of the CLOIT-II. 327 students, who aged from 18 to 49 years old (M=32 and DP=8), joined the officer’s training at a Brazilian state military police force. They answered the ISSL (a stress questionnaire) and the CLOIT-II (an interpersonal inventory) as well. The results show significant correlations between stress and interpersonal locations based on Hostility and no correlation with Friendly locations on the interpersonal circle. On the theoretical level, these results support the face validity of the CLOIT-II. On the practical level, they suggest strategies for health prevention by institutional authorities.

Keywords: Validity; Psychological stress; Interpersonal relations; Police; Military activities.


Interacciones interpersonales y estrés entre los policiales: un estudio de correlación

Resumen

Las relaciones interpersonales son interacciones entre el self y las personas que forman parte del círculo social del individuo. Ciertos tipos de relaciones interpersonales son fuentes de estrés. Los objetivos de este estudio fueron identificar cómo las interacciones interpersonales se relacionan con el estrés e investigar la validez del CLOIT-II. Asistieron a los cursos 327 estudiantes de formación de Oficiales de la Policía Militar de un estado brasileño, con edades comprendidas entre los 18 y los 49 años (M = 32, SD = 8). Los sujetos respondieron al Inventario de síntomas de estrés de Lipp (ISSL) y al CLOIT II. Los resultados mostraron correlaciones positivas y significativas entre el estrés y las posiciones interpersonales hostiles y la falta de correlación con posiciones interpersonales amigables. Desde el punto de vista teórico, estos resultados proporcionan validez al CLOIT-II. Desde un punto de vista práctico, los resultados sugieren medidas para la atención institucional profiláctica.

Palabras-clave: Validez; Estrés psicológico; Relaciones interpersonales; Policía; Actividades militares.


 

Introdução

Relações interpessoais são interações entre o self e as pessoas que fazem parte do círculo social ao qual o indivíduo pertence. Tais interações são marcadas por componentes afetivos e morais. O afeto pode ser entendido como uma qualidade da interação com a outra pessoa e como resultado dessa mesma interação. A moralidade é observada quando as relações sociais estabelecem situações nas quais escolhas afetam a vida de outros (Eisenberg, 2000).

A moralidade se forma à medida que um indivíduo cresce e tem contato com pessoas diferentes, em idades diferentes, e as emoções estão muito ligadas a ela. Seu desenvolvimento pode ser observado pela expressão de quatro componentes emocionais do comportamento moral: a empatia, caracterizada pela capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir, em perspectiva, o que ele sente. A simpatia, caracterizada pelos sentimentos de preocupação, pena ou pesar por alguém, com base na compreensão da situação. A culpa, caracterizada por sentimentos negativos por se ter realizado certa ação. E, por fim, a vergonha, caracterizada por sentimentos negativos que acompanham o desenvolvimento de uma ação. Assim, a natureza das relações sociais geram implicações de longo alcance para a emoção, a cognição e o bem-estar (Eisenberg, 2000).

Os componentes emocionais da moralidade e o afeto, dirigidos ao outro, são elementos importantes para compreensão das posições interpessoais nas relações. De acordo com Sullivan (1953), a causalidade dos nossos sentimentos e dos nossos problemas psicológicos não está dentro de nós, mas entre nós e as pessoas com as quais interagimos. A função dos nossos comportamentos interpessoais é evocar nos outros reações que correspondam às nossas necessidades. Esse processo é recíproco. Se um par de indivíduos interage repetidamente, emergem padrões de interação que podem ser classificados como de reciprocidade ou complementaridade. Uma analogia pode ser feita com a dança, na qual o movimento de cada parceiro determina os movimentos do outro. O efeito que as reações de cada um têm sobre o outro molda o comportamento do primeiro, e as características de entrosamento entre ambos determinam a qualidade da dança. As relações sociais podem ser fonte de ansiedade quando habilidades para iniciar, desenvolver ou manter padrões positivos de interação estão ausentes ou são inadequadas para uma participação satisfatória nessa dança interpessoal (Sullivan, 1953).

O estresse interpessoal resulta da necessidade de a pessoa adaptar suas estratégias interpessoais às das pessoas com quem interage. Será proporcional à dificuldade de desenvolver respostas interpessoais que funcionam no ambiente social e modelado pelas formas de lidar com as fontes de estresse e com as próprias reações internas à situação estressante (Connor-Smith & Compas, 2004). Estresse é um conjunto de respostas fisiológicas, cognitivas e emocionais que colocam o organismo numa condição de ativação adequada para enfrentar demandas específicas da vida. Essa reação benigna corresponde à fase de alerta que inicia a síndrome geral de adaptação. O estresse moderado e pontual pode alimentar a motivação e a criatividade. Porém, quando situações que desfiam o equilíbrio do organismo não são resolvidas, as respostas de estresse precisam ser mantidas para fazer frente à agressão contínua (a fase de resistência). Finalmente, os processos de estresse exaurem o organismo, causando danos à saúde física e psicológica e reduzindo a longevidade (a fase de esgotamento) (Selye, 1959). Lipp (2003), adicionalmente, descreve uma fase de quase exaustão e identifica sintomas que permitem caracterizar cada uma das quatro fases que levam a pessoa gradualmente ao adoecimento. Segundo Zamignani e Banaco (2005), a ansiedade define-se como fenômeno clínico quando: (1) implica um comprometimento de atividades profissionais, sociais ou acadêmicas; (2) envolve um grau de sofrimento, sob a perspectiva do indivíduo, considerado como significativo; (3) as respostas de evitação e eliminação ocupam um tempo considerável do dia.

Há um longo histórico de pesquisas que têm mostrado as relações entre ansiedade, estresse e diversos transtornos. Apontam, por exemplo, uma prevalência da ansiedade em pacientes com fibromialgia (Kurtze, Gundersen, & Svebak, 1998; Celiker, Borman, Oktem, Gökçe-Kutsal, & Basgöze, 1997; Walker, Katon, Keegan, Gardner, & Sullivan, 1997; Bradley & Alberts, 1999), doenças coronárias (Lamosa, Martyniuk, & Tedde, 1983) e hipertensão (Stela, 1991). Relações entre altos níveis de ansiedade e dependência de substâncias também foram encontradas (Rose, Ananda, & Jarvik, 1983; Patton et al., 1996; Johnson et al., 2000). A relação entre adoecimento e trabalho vem sendo objeto de estudos há algumas décadas (Dejours, 1992), e o ambiente social no trabalho pode ser fonte de ansiedade e estresse, citados como o ônus mais comum do trabalho contemporâneo (Dias, Mendes, & Schwartz, 2002).

A atividade policial chama atenção pelos componentes estressantes a que expõe o trabalhador. Uma das maiores preocupações da sociedade contemporânea é a segurança do cidadão diante da crescente violência, sobretudo nos grandes centros urbanos (Silva & Vieira, 2008). A atividade profissional dos policiais coloca-os cotidianamente em contato com a violência e a morte (Costa, Accioly Júnior, Oliveira, & Maia, 2007; Dela Coleta & Dela Coleta, 2008; Minayo, Souza, & Constantino, 2007). Essa excessiva exposição a riscos e violência, juntamente com as cobranças de eficiência da sociedade e as precárias condições de trabalho no âmbito nacional, constituem fenômenos que atribuem ao policial um status de destaque entre os servidores que mais sofrem de estresse (Souza, Franco, Meireles, Ferreira, & Santos, 2007).

Alguns estudos nacionais investigaram fatores ligados à saúde mental de policiais (Silveira et al., 2005), como também a relevância de variáveis psicológicas para a previsão de comportamento desviante (Brito & Goulart, 2005). Costa et al. (2007) relataram que 47,4% de uma amostra de policiais militares apresentaram sintomatologia de estresse; desses, 3,4% encontravam-se na fase de alerta, 39,8% na fase de resistência, 3,8% na fase de quase-exaustão e 0,4% na fase de exaustão. Sintomas psicológicos foram registrados em 76,0% dos policiais com estresse, e sintomas físicos, em 24,0%. As mulheres foram as mais afetadas. As pesquisas acerca da saúde do trabalhador policial são escassas. Conforme Bezerra e Neves (2010) apontaram em sua descrição do perfil do trabalhador no século XXI, a profissão menos estudada entre os trabalhos analisados foi a dos militares, com 2,35% do total.

As condições de estresse às quais o policial é submetido no exercício de sua profissão podem interferir em suas respostas às demandas laborais (Souza et al., 2007). Além disso, o estresse prejudica a qualidade das relações interpessoais, o que também constitui importante fator gerador de mais estresse. Dessa forma, a queda na capacidade de produzir interações satisfatórias, tanto na dimensão pessoal quanto na profissional, possui estreitas relações com a qualidade de vida e a saúde dos indivíduos (Lipp, 1996; Minayo & Souza, 2003; Andrade, Sousa, & Minayo 2009).

Portanto, este trabalho pretende identificar as interações interpessoais típicas e como elas se relacionam com o estresse entre um grupo de policiais, alunos dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar de um Estado brasileiro. De modo particular, os resultados encontrados podem servir como fonte de evidência de validade para a atual versão brasileira do Checklist de Relações Interpessoais (Couto, Van Hattum, Vandenberghe, & Benfica, 2005).

Método

Participantes

Participaram desta pesquisa 327 policiais, alunos dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar de um Estado no Sudeste brasileiro, com idades variando entre 18 e 49 anos (M=32 e DP=8), sendo 90,8% do sexo masculino (297). Na data da aplicação, 38% dos sujeitos eram solteiros (123), 56% casados (183), 3% divorciados (11), 2% amasiados (7) e 0,3% viúvo (1). Quanto à escolaridade, 21,5% já possuíam um curso superior (70), 0,9% tinham pós-graduação, enquanto para 77,6% o curso de Formação de Oficiais era o primeiro curso superior (254). O tempo de serviço como policial militar variou entre dois meses e 24 anos (M=10 e DP=8). A amostra foi dividida em dois grupos: G1 – 40 sujeitos que não relataram sintomas de estresse, com idades variando entre 26 e 48 anos (M=38, DP=7), 95% do sexo masculino, com tempo de serviço variando de dois anos e três meses a 23 anos (M=16, DP=7), todos casados, sendo que 23% já possuíam outro curso superior; G2 – 40 sujeitos com maior número de sintomas relatados de estresse, com idades variando entre 22 e 47 anos (M=32, DP=8), 75% do sexo masculino, com tempo de serviço variando entre um mês e 21 anos (M=10, DP=8), 30% casados e com outro curso superior.

 

Sobre o Curso de Formação de Oficiais (CFO) da Polícia Militar

O curso tem como objetivo graduar oficiais tenentes e capitães. O ingresso se dá na graduação de praça especial, localizando-se hierarquicamente entre os subtenentes e os aspirantes-a-oficial. O curso, na época deste estudo, tinha duração de três anos, em regime integral, com atividades escolares extraclasse após as 18 horas, inclusive aos sábados, domingos e feriados. A rotina dos cadetes começa às 6 horas da manhã, sendo que às 22 horas é feita uma revista nos alojamentos para verificar se todos os alojados se encontram em seus quartos.

 

Atividades Escolares Extraclasse

Empenhos operacionais diversos: em eventos esportivos, artísticos, solenidades cívico-militares, eleições, festas. Tais atividades exigem a participação de todos os discentes nas atividades de planejamento, execução, segurança do local etc.

 

Atividade de Campo Programada (ACP)

Jornada militar que ocorre geralmente no Campo de Instruções da Polícia Militar (CIPM).

 

Seminários e palestras

Geralmente são realizados fora do horário de expediente, a partir das 18 horas.

 

Treinamento desportivo

Realiza-se geralmente aos sábados, das 7h30m às 9h30m.

 

Torneio Olímpico e de Táticas e Técnicas Policiais

Realizam-se na última semana do primeiro semestre letivo.

 

Estágios operacionais

Os discentes são remanejados para as unidades onde executam serviços de patrulhamento a pé, comando de viaturas e da companhia.

 

Jornada Policial Rural (JPR)

Tem duração entre 60 e 72 horas.

 

Empenhos e serviços internos

Serviços destinados à guarda do quartel. Os turnos de serviço são de 24 horas.

 

Instrumentos

Inventário de Sintomas de Stress para Adultos de Lipp (ISSL) - Instrumento desenvolvido para medir o nível de estresse global e não ocupacional em jovens e adultos. Foi validado por Lipp e Guevara (1994) em populações de diferentes regiões do país e padronizado por Lipp (2000). O ISSL foi utilizado em muitas pesquisas e trabalhos na área do estresse no Brasil e emprega um modelo quadrifásico, com cada fase refletindo a intensidade do estresse: alerta, resistência, quase-exaustão e exaustão. É composto por 37 itens de natureza somática e 19 de natureza psicológica, sendo alguns repetidos, diferenciados apenas em termos de intensidade.

Check List of Interpersonal Transactions – II (CLOIT-II) – Trata-se de um inventário construído com a finalidade de mapear o comportamento interpessoal de pessoas-alvo. Foi traduzido e adaptado por Couto et al. (2005), teve suas propriedades psicométricas e aplicações para a população brasileira investigadas por Couto, Vandenberghe, Van Hattum e Campos (2006) e Couto, Muniz, Vandenberghe e Van Hattum (2008) e, após revisão, recebeu a denominação de CLOIT-II. Neste estudo foi utilizada a forma de autoclassificação, que deve ser respondida pela pessoa-alvo e contém 96 proposições (itens) que descrevem ações que podem ocorrer em interações entre pessoas.

As proposições estão divididas em 16 escalas bidimensionais rotuladas por uma letra de A a P e distrubuídas ao redor de um modelo circular em sentido anti-horário, a saber: Dominância (A), Competição (B), Desconfiança (C), Frieza Afetiva (D), Hostilidade (E), Isolamento (F), Inibição (G), Insegurança (H), Submissão (I), Deferência (J), Confiança (K), Calor Afetivo (L), “Amigabilidade” (M), Sociabilidade (N), Exposição (O) e Segurança (P). Cada escala pode receber um escore bruto que varia entre 0 e 9 pontos. Os escores nas 16 escalas podem ser combinados com o objetivo de descrever padrões mais complexos de comportamentos. Por exemplo, os Quadrantes são escalas combinadas pela soma dos resultados nas escalas que compõem cada quarto do círculo. As fórmulas são: Hostilidade-Dominância (HD) = 0,707 A + 0,924 B + C + 0,924 D + 0,707 E; Hostilidade-Submissão (HS) = 0,707 E + 0,924 F + G + 0,924 H + 0,707 I; “Amigabilidade”-Submissão (AS) = 0,707 I + 0,924 J + K + 0,924 L + 0,707 M; “Amigabilidade”-Dominância (AD) = 0,707 M + 0,924 N + O + 0,924 P + 0,707 A. Também os escores nas 16 escalas podem ser somados para obter escores separados para os quatro Hemisférios possíveis do círculo, que descrevem padrões típicos de comportamentos. São eles: Dominância, Submissão, “Amigabilidade” e Hostilidade. As fórmulas para compor os escores dos Hemisférios são: DOM = 0,383 N + 0,707 O + 0,924 P + A + 0,924 B + 0,707 C + 0,383 D; SUB = 0,383 F + 0,707 G + 0,924 H + I + 0,924 J + 0,707 K + 0,383 L; AMI = 0,383 J + 0,707 K + 0,924 L + M + 0,924 N + 0,707 O + 0,383 P; HOS = 0,383 B + 0,707 C + 0,924 D + E + 0,924 F + 0,707 G + 0,383 H. Os escores nas 16 escalas ainda podem ser combinados para providenciar escores representando o vetor geral da pessoa-alvo em cada eixo do círculo, com o objetivo de descrever mais detalhadamente padrões complexos de comportamentos típicos. Desde LaForge (1977) e Leary (1957), os escores são obtidos usando-se o peso trigonométrico dos escores de determinado protocolo. O escore no eixo vertical, interpretado como Controle, pode ser obtido pela fórmula: CONTROLE = A – I + 0,924 (B + P – H – J) + 0,707 (C + O – G – K) + 0,383 (D + N – F – L), enquanto o escore no eixo horizontal, interpretado como Filia, pode ser obtido pela fórmula: FILIA = M – E + 0,924 (N + L – D – F) + 0,707 (O + K – C – G) + 0,383 (P + J – B – H).

Procedimentos de coleta

A coleta ocorreu de forma coletiva nas salas de aula e levou aproximadamente uma hora e 30 minutos. Os alunos foram convidados a participar da pesquisa, esclarecidos quanto aos procedimentos e ao caráter voluntário de sua participação. Aqueles que concordaram em participar assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e foram orientados a responder ao teste ISSL. Em seguida receberam o caderno de autoclassificação do CLOIT-II. A pesquisa foi conduzida respeitando os padrões exigidos pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. O projeto foi autorizado pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Goiás, em seguida foi apresentado à Academia de Polícia Militar do Estado em que se realizou a pesquisa, foi analisado e autorizada sua implementação.

Procedimentos de análise

Ao final das aplicações, os testes foram corrigidos, e os resultados dos protocolos foram tabulados no programa SPSS version 15.0 for Windows. Foram estimadas as estatísticas descritivas das respostas dos sujeitos ao ISSL e, em seguida, ao CLOIT-II. Para alcançar os objetivos da pesquisa, os resultados dos sujeitos no ISSL foram usados para separar dois grupos. O primeiro (Grupo 1) foi composto por sujeitos que não apresentaram sintomas de estresse, e o segundo (Grupo 2) continha sujeitos que apresentaram estresse. Em seguida, as posições interpessoais entre os dois grupos foram comparadas usando-se a técnica estatística ANOVA oneway, e foram verificadas as diferenças estatisticamente significativas. Ao final foram realizadas correlações entre os indicadores de estresse e o perfil de relações interpessoais do CLOIT-II, por meio da técnica de correlação de Pearson (r).

Resultados e discussãos

Em princípio, procedeu-se à estimação dos níveis de estresse e dos tipos de sintomas mais frequentes na amostra. Os resultados com relação ao estresse apontaram que, de acordo com o critério Q1 (frequência maior que seis sintomas declarados nas últimas 24 horas), que designa a fase de alerta, apenas 5,5% dos sujeitos da amostra apresentaram sinais de estresse (N=18), ao passo que conforme o critério Q2 (frequência de sintomas declarados na última semana superior a três), que designa a fase de resistência e quase-exaustão, os resultados apontaram que 41,8% dos sujeitos apresentaram sinais de estresse (N=136). Por fim, de acordo com o critério Q3 (frequência de sintomas superior a oito no último mês), que designa a fase de exaustão, os resultados indicaram que 8,6% dos sujeitos apresentaram sinais de estresse (N=29).

Entre os sintomas relatados, houve predominância de sintomas físicos assinalados no inventário em relação aos sintomas psicológicos (Tabela 1). As queixas mais frequentes foram sensações de desgaste físico constante (55%), cansaço constante (46,8%), problemas com a memória (39,8%), tensão muscular (37,9%) e insônia (25,1%). Entre os sintomas psicológicos, as queixas mais frequentes foram cansaço excessivo (44,3%), pensamento constante em um só assunto (38,8%), irritabilidade excessiva (33,3%), perda do senso de humor (33,3%) e angústia/ansiedade diárias (33%).

Esses resultados apresentam semelhanças e divergências com o estudo de Costa et al. (2007). Em primeiro lugar, o número de policiais que apresentaram sinais de estresse é preocupante (55,9%), especialmente no grupo que apresentou sintomas característicos da fase de resistência e quase-exaustão (41,8%). Os níveis de estresse encontrados apontam para o desgaste do organismo, apesar de não estarem impactando negativamente a vida acadêmica dos alunos, uma vez que todos mantinham notas acima da média, frequência adequada às aulas e não possuíam ocorrências disciplinares.

Tabela 1 - Estatísticas Descritivas ISSL

Por outro lado, os resultados do presente estudo divergiram do estudo de Costa et al. (2007), pois se encontrou maior prevalência de sintomas físicos. Os resultados são também consonantes com os da pesquisa de Andrade et al. (2009), cujos achados apontaram que a sobrecarga de trabalho também representa, entre esses servidores, um fator estressante relevante, com alta porcentagem nas respostas.

O próximo passo foi separar a amostra de policiais nos dois grupos propostos (G1 e G2). Foram então estimadas as características de relações interpessoais mais frequentes nos dois grupos de policiais militares, e as diferenças encontradas foram comparadas usando-se a análise de variância (ANOVA oneway). Os resultados apontados no Gráfico 1 apresentam as médias de respostas por padrões de relacionamento dos dois grupos. Pôde-se notar que os sujeitos do G1 usam, para descrever suas relações interpessoais, características associadas ao Hemisfério “Amigabilidade”, mais especificamente ao Quadrante “Amigabilidade”-Submissão. Essas características são comuns em sujeitos que baseiam suas relações por uma prontidão em cooperar com as pessoas com quem estão interagindo. Também são rápidos em expressar cordialidade e compreensivos com os sentimentos das pessoas com as quais interagem, além de demonstrarem confiança nas suas proposições. No que se refere à frequência de escolha, o G2 diverge apenas na escolha da escala Inibição, que aparece com média mais alta que nas escalas Deferência e Confiança.

Ao se comparar o perfil interpessoal dos dois grupos, pôde-se observar que o G1 apresenta médias mais elevadas nas escalas do Hemisfério “Amigabilidade”, porém as diferenças significativas foram encontradas apenas nas escalas “Amigabilidade” [F(1,31) = 3,98; p < 0,05], Confiança [F(1,31) = 4,32; p < 0,04] e Segurança [F(1,31) = 4,72; p < 0,03]. Tais resultados indicam que as pessoas que não apresentam sintomas de estresse assumem posições interpessoais baseadas em dedicação e confiança, e também demonstram sentir-se bem consigo mesmas mais frequentemente que pessoas que sofrem de estresse.

Gráfico 1 - Representação das interações interpessoais dos grupos com e sem sintomas de estresse

Além disso, o G2 apresentou médias mais elevadas nas escalas do Hemisfério Hostilidade, sendo as diferenças significativas nas escalas Desconfiança [F(1,31) = 3,99; p < 0,05], Frieza Afetiva [F(1,31) = 6,76; p < 0,02], Isolamento [F(1,31) = 4,92; p < 0,03], Inibição [F(1,31) = 7,50; p < 0,01], Insegurança [F(1,216) = 8,28; p < 0,004] e Submissão [F(1,31) = 3,90; p < 0,05]. Tais resultados reforçam a interpretação de que pessoas que apresentam sintomas de estresse tendem a assumir posições interpessoais arredias, ou seja, evitam falar sobre suas intenções ou atividades, sentem dificuldade em demonstrar aceitação, não demonstram curiosidade pelas atividades das pessoas com quem interagem, são tímidas, não se sentem capazes de realizar sozinhas as atividades e são facilmente persuadidas.

A Tabela 2 apresenta as médias e os resultados da ANOVA, comparando os grupos nas escalas derivadas. As escalas derivadas apresentam representações mais complexas de padrões de interação. Por exemplo, o Eixo Filia representa a dicotomia Hostilidade-“Amigabilidade” presente nas interações interpessoais e ilustra o vetor geral da pessoa-alvo nesse eixo do círculo, considerando proporcionalmente posições dos dois tipos presentes em cada escala. O objetivo é descrever mais detalhadamente padrões complexos de comportamentos típicos. Escores altos caracterizam maior frequência de posições de afiliação, que denotam relações pautadas por atitudes prestativas, caracterizando pessoas dedicadas às relações que estabelecem. Ao contrário, escores baixos apresentam maior frequência de posições hostis. O Hemisfério “Amigabilidade”, por sua vez, não reflete posições opostas. Escores altos representam demonstrações de bom humor e prontidão para ajudar, ao passo que escores baixos representam ausência dessa característica, e não a presença de posições contrárias, como nos escores dos Eixos. Mais especificamente no Quadrante “Amigabilidade”-Submissão, os escores descrevem padrões de interação com características mais passivas, como tolerância, fé na coerência e intencionalidade das atitudes alheias e tendência a apoiar a maneira das pessoas de fazer as coisas.

Tabela 2 – Médias e ANOVA entre os grupos nas escalas derivadas

Conforme se pode verificar na Tabela 2, quando examinados os Hemisférios, no presente estudo, os resultados apontaram “Amigabilidade” com maior média entre os participantes dos dois grupos, seguido por Submissão, Dominância e, por último, Hostilidade. Também nos dois grupos, o Quadrante com maior escore médio foi “Amigabilidade”-Submissão, seguido de “Amigabilidade”-Dominância, sendo que Hostilidade-Sumissão e Hostilidade-Dominância apresentaram as menores médias, respectivamente, entre os sujeitos do G2. Entre os sujeitos do G1, Hostilidade-Dominância apresentou maior média que Hostilidade-Submissão.

O padrão geral das respostas mostra que os alunos caracterizam suas relações interpessoais principalmente como amigáveis, tendendo à passividade e aceitação do estilo ou ponto de vista do outro. Porém, os resultados mostraram diferenças significativas entre os grupos, privilegiando o G1 nessas características. Os dados vão de encontro ao senso comum, que designa frequentemente aos militares características principalmente de dominância e hostilidade. A atribuição de tais características pode ser resultado da lembrança popular da ditadura militar ou dos exemplos de ações policiais truculentas, frias e violentas que povoam a mídia no cotidiano nacional (Zaverucha, 2001).

Todavia, o próprio sistema militar, calcado na disciplina e hierarquia, é estruturado pela capacidade dos sujeitos em aceitar as diretrizes ditadas pelos superiores, estarem prontos a cooperar, e também a acreditar que há bons motivos para as regras serem como são (Brito & Goulart, 2005). Aqueles que não possuem tais características no seu ingresso na vida militar aprendem desde os primeiros anos da academia a se submeter amistosamente às regras. Uma vez que esses alunos se encontram na maior parte do tempo em atividades dentro da academia de polícia e, em muitos casos, afastados da convivência com os familiares, que ficaram nas cidades de origem enquanto eles fazem o curso, as interações típicas podem ser, nessas circunstâncias, as interações entre militares.

O passo seguinte foi correlacionar os resultados relativos entre os indicadores de estresse e as posições interpessoais. Como os resultados do estudo de Costa et al. (2007) apontaram diferenças em função do sexo, foram realizadas estimativas de correlações parciais entre as posições interpessoais e indicadores de estresse, controlando o efeito dessa variável e comparadas com estimativas sem o controle por sexo. As diferenças nos valores das correlações, controlando ou não o efeito da variável sexo, foram de no máximo 0,01 ponto e consideradas irrelevantes. Esse resultado é divergente do estudo de Costa et al. (2007) e sugere que, no caso do presente estudo, o efeito da variável sexo não altera as interpretações propostas nem requer uma interpretação específica para as mulheres.

Os resultados são apresentados na Tabela 3 e mostram os índices de correlação de Pearson entre indicadores de estresse e interações interpessoais. As correlações significativas variaram entre r=0,11 e r=0,35. Pôde-se notar que o número de correlações positivas e significativas é maior com as escalas do Hemisfério Hostilidade. Os coeficientes, de modo geral, tendem a ser mais altos entre as interações interpessoais e os indicadores psicológicos de estresse, quando comparados com os indicadores físicos. Os coeficientes aumentam gradativamente entre os sintomas relatados por mais tempo, sendo mais altos entre os sintomas relatados no último mês, depois na última semana e mais baixos entre os sintomas relatados nas últimas 24 horas. As posições interpessoais que mais fortemente se relacionaram com estresse foram Desconfiança, Frieza Afetiva e Inibição. Tais resultados sugerem que os sujeitos que relatam sintomas psicológicos de estresse em maior intensidade e há mais tempo apresentam mais frequentemente, em suas interações interpessoais, características de desconfiança, frieza e inibição. Ou seja, temem julgamentos injustos das pessoas com quem estão interagindo, encontram dificuldade de expressar sentimentos positivos e, por vezes, hesitam ao expor suas opiniões.

Quando examinadas as escalas derivadas, verificou-se que as correlações mais altas são com os Hemisférios Hostilidade, Submissão e Dominância, respectivamente, e que o Hemisfério “Amigabilidade” não apresentou qualquer correlação significativa com indicadores de estresse. Esses resultados sugerem que padrões de interação interpessoal baseados em características de hostilidade, como queixar-se das situações, das tarefas que tem para realizar e das pessoas com as quais interage, estão ligadas a indicadores de estresse geral, especialmente indicadores psicológicos, e presentes há mais tempo.

Tabela 3 - Correlações entre posições interpessoais (CLOIT-II) e indicadores de estresse (ISSL)

** Correlação significativa em 0,01
* Correlação significativa em 0.05

Quando examinados os coeficientes de correlação para os quadrantes, pôde-se notar que o quadrante Hostilidade-Submissão apresenta a correlação mais alta com os indicadores de estresse. Esse quadrante do círculo apresenta também o maior número de escalas correlacionadas com estresse. O quadrante Hostilidade-Dominância, por sua vez, apresenta as escalas com coeficientes mais altos, que são Desconfiança, Frieza Afetiva, Inibição e Insegurança. Pode-se considerar que, apesar de as escolhas de posições interpessoais características de passividade e aceitação serem mais desejáveis, pelo menos aos olhos dos futuros oficiais, determinados tipos de passividade estão relacionadas a estresse, especialmente com sintomas psicológicos.

Esses dados podem ser considerados pela gestão do serviço policial para a formulação de políticas públicas que amparem a avaliação adequada dos integrantes quanto às características interpessoais e também como medidas de controle e manejo do estresse. Especificamente, as atitudes interpessoais de Desconfiança, Frieza Afetiva, Inibição e Insegurança podem ser combatidas entre os policiais em programas de promoção de qualidade de vida no seio da equipe e em intervenções psicoeducativas. A viabilidade de medidas de prevenção foi demonstrada por Andrade et al. (2009), que operacionalizaram ações visando à autoestima e qualidade de vida de policiais civis no Rio de Janeiro. No processo de avaliação, 78% dos participantes relataram que a intervenção contribuiu tanto para a vida pessoal quanto para a profissional, no sentido de aprenderem a conduzir as adversidades, trabalhar em equipe, usar a reflexão, o relaxamento e o humor. Tais ações poderiam integrar de forma mais contínua o processo de formação dos policiais.

Conclusão

Ao proceder à análise dos resultados, pôde-se verificar que os níveis de estresse apresentados pelos alunos dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar de um Estado brasileiro indicam a necessidade de introdução de medidas de controle de estressores para proteger futuros oficiais de danos a sua saúde ocasionados por estresse, apesar de apenas uma pequena porcentagem de alunos satisfazer aos critérios para presença de estresse na fase de exaustão.

No que diz respeito às relações entre posições interpessoais e indicadores de estresse, pôde-se verificar que, de modo geral, o estresse vem associado a relações estabelecidas com base em posições principalmente hostis de caráter ativo, como Desconfiança e Frieza Afetiva. Interações de caráter mais passivo, como Inibição, Insegurança e Isolamento, também possuem associação com estresse, apesar de serem menos pronunciadas nesse caso. Tais padrões de interação interpessoal podem ser considerados antecipações de eventos sociais desagradáveis, sendo que relações baseadas na desconfiança suscitam a antecipação de condutas desagradáveis da pessoa com quem se relaciona, explicando demasiadas respostas de evitação.

De forma particular, os resultados encontrados podem ser considerados fontes de evidência de validade para os escores do CLOIT-II, uma vez que as variáveis interpessoais medidas por ele encontram relações com variáveis que teoricamente deveriam se relacionar. Era esperado que padrões de interação interpessoal negativos apresentassem correlações positivas com estresse.

Uma ressalva deve ser feita com relação ao presente estudo. A amostra estudada, apesar de ser de tamanho razoável, pois compõe quase a totalidade dos alunos dos cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar de um Estado do Sudeste brasileiro, apresenta características que podem comprometer a generalização dos resultados para os policiais em geral. O fato de estarem em curso e avaliados diuturnamente pode ter contribuído para um aumento da influência de desejabilidade social, elemento comumente conhecido nos resultados de instrumentos de autorrelato. De todo modo, os resultados podem ser considerados descrições razoáveis dos eventos estudados, e aconselha-se que novos estudos sejam desenvolvidos na tentativa de replicar esses resultados. Aconselha-se também a utilização de métodos diferentes que permitam a triangulação de métodos para melhorar as observações sobre as dimensões psicológicas estudadas.

 

Referências

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Submetido em: 07/05/2012
Revisto em: 08/08/2012
Aceito em: 13/08/2012

 

Endereços para correspondência

Gleiber Couto
gleibercouto@yahoo.com.br

Luc Vandenberghe
luc.m.vandenberghe@gmail.com

Emerson de Araujo Garro Brito
earaujos@click21.com.br

 

i "Apoio a pesquisador": FAPEG (Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Goiás).

I Docente. Laboratório de Avaliação, Medidas e Instrumentação em Ciências da Saúde. Universidade Federal de Goiás (UFG). Catalão. Goiás. Brasil.

II Docente. Programa de Pós-Graduação em Psicologia. Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO). Goiânia-Goiás. Brasil.

III Bacharel em Ciências Militares. Academia de Polícia Militar de Minas Gerais. Belo Horizonte. Minas Gerais.




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